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Segredar... é gestar possibilidades!

13.4.09

JIHI ... compaixão



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Em Japonês JIHI é compaixão.

O Kanji indica dois movimentos em dois ideogramas: Ji / Hi.





Ji é a compaixão irada, Hi é a empatia silenciosa.


Um filho entrou num Culto religioso fanático e perigoso... os pais ficaram sabendo e se desesperaram.

O pai foi ao quarto do filho, pegou os livros do tal culto, os leu inteiro, esperou o filho chegar... argumentou, mostrou-lhe as falhas do raciocínio, deu socos na mesa, falou nervoso, brigou, discutiu, inflamou-se.... puro Ji.

A mãe aproximou-se da cena, sentou-se ao lado, pegou na mão do filho, segurou-a, olhou nos olhos dele e chorou silenciosa.... puro Hi.


Os japoneses são sábios. Os dois caminhos devem ser percorridos em paralelo para serem efetivos.


Compaixão e empatia.

Atitude e compreensão silenciosa.
Uma dose de impiedade, por que não? Todo Amor precisa de um pouco de impiedade.




Jihi.


.

12 Comments:

Blogger Christiane Forcinito Ashlay Silva de Oliveira said...

Betto

Encontrou na compaixão o caminho do meio?

(Risos)..... Interessante mesmo o texto.

Vou refletir mais um pouco e volto, isso me lembrou um estudo que fiz neste fim de semana sobre Nietzsche e outro sobre um outro pensador atual.

Abraço.

Chris :)

segunda-feira, 13 abril, 2009  
Blogger Betto Enso said...

Sobre os dois Kanjis...
Notaram que a base dos dois é igual?
A raiz?
Aquele kanji no qual ambos nascem é o Kokoro: Coração/Mente...

A base da Compaixão irada e da Empatia é o Coração.

Importante, não?

E sobre o Caminho do Meio... sim, sem dúvidas é por aí!

bjo Chris :)

segunda-feira, 13 abril, 2009  
Blogger Christiane Forcinito Ashlay Silva de Oliveira said...

Betto

Não resisti e respondi novamente aquele seu primeiro post sobre a compaixão... hehehehe

Não me esqueci deste. Realmente a base é o coração... Interessante...

Eu ainda volto...

Abraço. :)

Chris

quarta-feira, 15 abril, 2009  
Blogger Lilly said...

Ai ai ai... lá vou eu meter meu bedelho...
Puxa maninho, é por aí... caminho do meio como disse a Chris... E importante notar: o aspecto masculino da ira (!?!) e feminino do puro sentimento... Esses arquétipos... Incrível! Estão em todas! E é verdadeiro, acontecem!
Mas, voltando ao assunto chave: Ainda tenho dificuldade de entender Ira como Compaixão, mas se pensarmos na Ira enquanto uma energia pró-ativa que a partir da indignação nos impele a agir imediatamente... fica mais fácil para mim.
Mas veja, só chorar de maõs dadas não salva o outro, a ação sim, tira alguém do buracom faz curar a ferida, tira a tartaruguinha da estrada de ponta cabeça, isso é ira? Aí entenderia melhor... O problema são os berros, a agressão é que é desnecessária, concordam? Será que é porque muitas pessoas confundem o ter que fazer alguma coisa com a agressividade, que também não soluciona, só faz barulho? Será que é por aí? Vou perguntar para minha melhor amiga que é protestante! Ai quero ver o Betinho pirar o cabeção!!! rsrssrs Beto, aguarde a Malú meter seu bedelho nessa... rsrsrs...
Beijos,
Lilly

domingo, 19 abril, 2009  
Blogger Christiane Forcinito Ashlay Silva de Oliveira said...

Como prometi e hoje estudei Nietzsche com toda intensidade em que me agora propus estudar lembrei-me da questão da compaixão da qual ele divide em dois tipos.

Na página 176 do livro "Além do bem e do mal" ele deixa bem explícito e encaixa-se um pouco também na explicação que você deu com uma ressalva, isto é, a ira de Nietzsche é muito diferente da do pai que você ilustrou sua história e o outro tipo é bem mais aniquilador.

Eu , particularmente hoje estava conversando com um filósofo da linguagem e ele e disse a respeito das línguas como o chinês, o grego e até a Libras possuirem um sistema na qual cada símbolo significa uma palavra e no caso do japonês você já pode se fazer uma construção e disso sim há toda uma construção filosófica do pensamento... Enfim, foi uma manhã bem educativa...

Voltando a Nietzsche e a compaixão vou transcrever o trecho para que veja sua visão:Aforismo 293: "Um homem que diz: "Isso me agrada, vou me apropriar disso, protegê-lo e defendê-lo contra todos"; um homem que pode conduzir uma causa, executar uma decisão, ser fiel a um pensamento, reter uma mulher, castigar e abater um insolente, um homem que tem sua ira e sua espada, a quem os fracos, aflitos, sofredores e também animais se ahegam com gosto e pertecem por natureza; em suma, um homem que é senhor por natiureza - se tal homem tem compaixão, esta compaixão tem valor!!! Mas que importa a compaixão dos que padecem! Ou daqueles que inclusive pregam a compaixão!

Vendo pela perspectiva dele onde há a lei da "selva" é a que vale e que na verdade é o que ele anuncia e diagnostica a compaixão só é compaixão quando é sentida por alguém que é superior...

Agora, eu concordo com o que sua irmã dissee com o que escrevi bem no início e concluindo acrescento toda a reflexão que fiz junto deste filósofo da linguagem aos kanjis que você explicou aqui.Se a base é o coração o caminho do meio ainda sim é o mais sensato e sábio !

Uma das questões que o catolicismo de uma certa forma combateu foi a má interpretação do "dar a outra face", isto é, isso não é uma atitude passiva de um cristão, muito pelo contrário, é atitude corajosa de quem sabe quem é, o que faz, o que quer e para onde vai, ou seja, um cristão nã vem a Terra para passeio, ele não perde tempo, vive em plenitude, na profundidade e intensamente...

Grande abraço.

Chris. :)

quarta-feira, 22 abril, 2009  
Blogger Betto Enso said...

Sim, e Nietzsche ainda dizia que a bondade só tem valor se a pessoa tem a capacidade de fazer o mal.
Bem profundo...

quinta-feira, 23 abril, 2009  
Blogger Christiane Forcinito Ashlay Silva de Oliveira said...

Nossa...Pensarei nisso... Nunca havia refletido desta forma antes de ler Nietzsche é claro...

Mais uma visão que se abre, mais uma máscara que se cai e assim caminhamos não é?

Realmente profundo, porém nunca tive medo do abismo :)

E ainda sim entrarei na mente deste pensador até os seus extremos...

Qto à compaixão continuarei corajosamente positiva e meu sim à vida consiste nisso, em não mais olhar uma existência de errança e sim ao combate (bom combate) desafiando seja quem for e qual conceito quiserem deturpar...

Abraço.

Chris :)

quinta-feira, 23 abril, 2009  
Blogger Rieko Kishi said...

Betto
Em q língua vc baseou a tradução de JI e HI?
Pq andei pesquizando meu dicionário japonês o JI significa amor de Buda entre outras traduções e em inglês é cherish, q é mais ou menos o mesmo sentido. E o HI é tristeza.
Apenas uma duvida...
Rieko

domingo, 26 abril, 2009  
Blogger Betto Enso said...

Oi Rieko,

JIHI
Me baseei num estudioso do Budismo, Hiroyuuki Itsuki da Universidade de Ryukoku.

Sou um estudante de nivel iniciante no Nihongo, mas... lembre que a mesma palavra tem vários Kanjis e cada Kanji tem pelo menos duas leituras: Leitura On e leitura Kun.

JI pode ter significado em JIAI (afeição, carinho, amor, benevolencia), JIBO (mãe carinhosa) tanto como em KOJISURU (recusar com veemência), JIBAKU (explosão suicida) ou JIBOJIKI (desespero).

O mesmo se dá com HI, que conforme a leitura, pode significar coisas como: segredo, sofrer, equivalencia....entre tantas outras.

O belo da língua chinesa e japonesa é a amplitude de leituras que nos permite, pois os kanjis, os ideogramas, são as possibilidades de percepção ao ler e reler o mesmo texto...´porisso um dia vou aprender chinês, pra ler o Tao Te King com liberdade de interpretação.

Ajudou?

:)

domingo, 26 abril, 2009  
Blogger Rieko Kishi said...

Sim Betto,
Mas no caso do JI, p ex, caso, kojisuru, jibaku, jibojiki, são kanjis diferentes. Não o mesmo do JIHI. Se eu não estou enganada.
No caso do HI, acontece o mesmo, são muitos kanjis com mesma fonema porém com ideogramas diferentes. Apesar de naõ conhecer o chinês, q eu acho uma pena, mas compreendo bem os kanjis japoneses.

bjs
Rieko

segunda-feira, 27 abril, 2009  
Blogger Betto Enso said...

Exatamente, Rieko...
E desse amalgama de kanjis com significados vários, e fonemas com vários kanjis, é que se tiram novas interpretações.

Se leu o livro Musashi, lembrará que Miyamoto Musashi é o mesmo ideograma de Takenzo Kensei (seu nome quando jovem), e essa foi a chave que Obaba usou para persegui-lo quando perdeu sua pista.

Existe um ramo divinatório na China e Japão que se concentra em fonéticamente estudar as palavras e nomes. Imagino que a tradução de Itsuki pode ter partido daí.

Vejamos:
Rieko pode ser escrito:
enseada da verdade,
pintura / sumiê de pêra,
galho da aldeia,
filha da razão e graça divina
criança da benção benéfica
filha da aldeia de angra,ou
criança do ramo de pera.
Sabia, né?

bjo

terça-feira, 28 abril, 2009  
Blogger Rieko Kishi said...

Bom Betto, não sabia q vc tinha ido tao longe. Só conheço japonês convencional, naõ a clássica, e muito menos chinês. E não sei criar novas combinações com significados diferentes.Conheço o escritor Itsuki Hiroyuki, mas não esta obra.
A propósito meu nome significa criança de ramo de castanheira.
Profundo seu conhecimento.

bjs
Rieko

terça-feira, 28 abril, 2009  

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